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Análise Psicológica de Cisne Negro

Um filme de Darren Aronofsky, teve sua estreia oficial nos Estados Unidos em 3 de dezembro de 2010. Uma mistura tão boa de suspense com drama psicológico que levou a atriz Natalie Portman a ganhar o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Atriz. O filme também teve indicações ao Oscar de melhor filme, melhor direção e melhor fotografia.
O filme relata a história de Nina (Natalie Portman) em sua busca por si mesma. Ela vive os conflitos da passagem da infância, submissa e reprimida, para a vida adulta. Tem uma mãe simbiótica, manipuladora e castradora, que projeta seu desejo de realização na filha.

Nina sempre seguiu os passos da mãe, reprimindo sua própria vontade. Mesmo assim ela buscava a perfeição em cada passo, queria se tornar a primeira bailarina do corpo de balé de Thomas Leroy (Vincent Cassel) que prepara seu grupo para interpretar “O Lago dos Cisnes”, obra de Tchaikovsky . Ela ia bem em sua perfeição até conhecer  Lilly (Mila Kunis), que não era nada perfeita, porém era tudo o que Nina não era. Algo nela lhe causava incômodo, no decorrer do filme ela revela uma projeção, Lilly era tudo que Nina queria ser. Lilly tinha espontaneidade e sensualidade, coisas que faltavam a Nina, o que desencadeia uma paranoia e Nina passa a enxergar uma concorrência inexistente.

O diretor artístico, Thomas Leroy (Vincent Cassel), é o único que tem uma visão ampla da trama. Assim escolhe Nina para vivenciar o papel de cisne branco, pois combinava perfeitamente com ela, e negro, que era exatamente o que lhe falta. Como um teste, para saber se ela poderia fazer os dois papéis ele a beija, e pela sua reação (ela o morde) ele percebe que um cisne negro está emergindo. Ele então ajuda a “quebrar o ovo” para nascer o cisne negro.

Há varias cenas em que ela se vê vestida de preto com um olhar sexy, como se fosse uma outra personalidade. Significando sua sombra, e a integração dessa sombra.

Depois que ela consegue desenvolver sua sexualidade através da paixão que sente pela sua projeção, Lilly, ela então consegue fazer nascer o cisne negro.

Sua morte simbólica no final, demonstra que finalmente ela chegou a “perfeição” que tanto buscou, e conseguiu deixar seu corpo infantil e viver sua sexualidade de forma madura.

Como o propósito da vida é a individuação, onde não é mais necessária projeções, pois há uma integração da sobra na personalidade e consciência completa do que se é, houve a morte.

Por Luiza Franco

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