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Análise psicológica do filme O Lobo de Wall Street

Maratona Oscar por aqui também!!!

Para quem me conhece bem sabe que eu adoro uma Maratona Oscar, faço todo ano e esse ano os filmes estão incríveis e eu tô amando, tanto que vou tentar, fazer uma análise psicológica de todos os filmes indicados ao Oscar 2014!

Vamos começar pelo meu preferido: The Wolf of Wall Street (O lobo de Wall Street)

INDICAÇÕES:

Melhor filme

Melhor Roteiro adaptado

Melhor ator: Leonardo DiCaprio

Melhor ator Coadjuvante: Jonah Hill (Donnie Azoff)

Melhor Diretor: Martin Scorsese

O filme trata-se da adaptação da autobiografia de Jordan Belfort, um corretor de títulos de Nova York , interpretado por Leonardo DiCaprio, que ficou milionário começando uma empresa de investimentos, a Stratton Oakmont, do zero. A firma praticava fraudes de seguro e corrupção em Wall Street na década de 90. Ele até tentou ir na legalidade, andando no limite mas logo tudo virou uma farsa. Um golpe atrás do outro.

Em 1987, Jordan Belfort, torna-se um corretor de ações em uma empresa Wall Street. Seu chefe, Mark Hanna (Matthew McConaughey) o incentiva a mudar seu estilo de vida, adotando um comportamento mais liberal para drogas e depravação, a fim de obter sucesso. Após pouquíssimo tempo de empresa, ele ganha sua licença de corretor, porém perde o emprego quando a empresa vai a falência após a Segunda-Feira Negra.

Quando fica desempregado, a única coisa que lhe resta, são os aprendizados que teve de seu antigo chefe. Ele então recruta seus conhecidos traficantes e alguns homens infelizes em seus empregos, mas que querem ganhar dinheiro fácil. Para montar uma empresa de sucesso.

A história retrata as contradições do mundo dos corretores de ações da bolsa de valores de Nova York. Revela como as relações econômicas são, muitas vezes, baseadas em especulações e negociações enganosas. É um pouco assustador descobrir que quem toma as decisões que movem a economia são pessoas como Belfort e seus sócios e assistentes, homens pervertidos, drogados, imprudentes e irresponsáveis. Acredito que o filme foi fiel a realidade sem exageros.

Claro que ganhando tanto dinheiro ele chamou atenção do FBI que começou a investiga-lo. Depois de alguns acontecimentos, Jordan decide ficar sóbrio e levar uma vida honesta, ensinando pessoas a ganhar dinheiro. Mesmo assim é condenado a três anos de prisão em uma instalação de segurança mínima, que mais parece um spa de luxo, em Nevada. Depois disso ele passa a ensinar técnicas de vendas, fazendo seminários.

 O que podemos aprender com Jordan Belfort:

Não tenha orgulho, comece do zero!

Belfort iniciou sua carreira numa corretora bem conceituada, mas perdeu o emprego por causa da Segunda Feira Negra e precisou redesenhar. Ele poderia ficar reclamando e sentindo pena de si mesmo, mas confiou em si mesmo e abriu a própria empresa do zero.

Tenha paixão pelo que você faz!

Não precisa ser como Belfort, que teve tanta paixão pelo dinheiro que chegou a cometer crimes. Mas vamos reconhecer que ele amava sua profissão e a empresa em que trabalhava. Se você tiver tanta paixão pela sua profissão e o local em que trabalha com certeza terá sucesso.

Tenha foco e confiança no que vende!

Sempre que ele se propunha a fazer uma venda, não desligava o telefone até conseguir. Ele era capaz de vender qualquer coisa, inclusive ações de uma empresa que não existia. Ele dominava a técnica de construir um relacionamento com o cliente, passando-lhe sentimento de confiança e sucesso.

Tenha uma equipe com potencial trabalhando com você!

Belfort contratava pessoas com potencial, vontade de vencer na vida, e não necessariamente com experiência. Ele acreditava que poderia ensinar essas pessoas a serem imbatíveis.

Recompense as pessoas para ganhar sua lealdade!

Tá certo que contratar prostitutas e promover bacanais não é considerado o melhor incentivo que uma empresa deve promover para seus funcionários, mas a ideia é ótima. Para manter a equipe unida e motivada é preciso reconhecer e recompensar todos os funcionários.

Tenha um discurso inspirador e vencedor!

Ele tinha um discurso cativante, mostrava a equipe sua paixão pelo negocio e o seu reconhecimento por cada funcionário. Ser um bom comunicador, um líder inspirador, um entusiasta, faz muita diferença.

Falando em Psicologia…

O que mais se vê nesse filme é a compulsão. Vício em drogas e sexo. Jordan Belfort é viciado em cocaína e methaqualones, uma droga sedativa e hipnótica depressora do sistema nervoso central, muito usada em comprimidos para dormir, nos anos 1970, com efeitos semelhantes, porém com menos efeitos colaterais que os barbitúricos, usados hoje.

Antes de ficar vislumbrado pelo poder e pelo dinheiro, Jordan tinha uma vida normal, até medíocre pode se dizer. Mas depois que descobriu seu poder de manipulação, tornou-se imbatível. Quem possui uma voz imponente, acredita no que fala e é bem eloquente, tem o poder de controlar as pessoas. Essas características são do arquétipo paterno e as pessoas que necessitam de um pai para lhes passar segurança, proteção, são facilmente manipuladas por quem possui tais características. A falta de autoconhecimento torna as pessoas manipuláveis, quando conhecemos nossas fraquezas e sabemos de onde elas veem, criamos o hábito de pensar a respeito dos sentimentos que nos tomam e assim colocamos cada coisa em seu lugar.

Quanto aos transtornos de Jordan, podemos dizer que eram Transtorno de Personalidade Narcisista, ego inflado; compulsão sexual; parafilia (masoquista), dependência química.

CONHEÇA JORDAN BELFORT:

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