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Comer, rezar, amar e a busca de si mesma

O filme conta a história de Elizabeth (Julia Roberts) que, para descobrir seu equilíbrio, parte para uma viagem geográfica e espiritual de autoconhecimento.

A trama aborda de maneira direta a experiência de uma mulher que resolve, após algumas experiências amorosas frustradas e um divórcio, iniciar uma grande viagem para a Itália, Índia e Indonésia, durante um ano. Essa viagem é tanto geográfica quanto interna em busca de se descobrir naqueles mecanismos de repetição.

Um bom tema nos tempos de amores líquidos (não mais sólidos), relações fast food, solidão compartilhada, medo do sofrimento amoroso e evitação de relacionamentos sérios.

Esse filme nos da uma bela oportunidade de projeção, quem nunca pensou em largar tudo depois de uma desilusão amorosa? Pode ser chamado de filme de autoajuda. Dá para ter bons insights através dele.

A história começa com uma metáfora, mostrando a complexidade do psiquismo humano. Somos seres conflitantes que estamos fadados à neurose. Mesmo nas situações mais adversas, questionamos sempre os mesmos fatos.

A fantasia do casamento ideal é universal e é o ponto de partida do filme. O relacionamento, que antes parecia perfeito, começa a sentir os primeiros abalos. A angústia sentida por ela é tão forte que a faz rezar muito em busca de respostas. Ela então decide terminar um relacionamento carente de comunicação.

Liz começa sua viagem pela Itália. Lá ela tampa alguns buracos com boa comida, engorda alguns quilos mas não se preocupa com isso. Depois ela vai para a Índia, onde a religião e as filosofias de vida orientais são ferramentas para auxilia-la a encontrar o perdão. O perdão por não ter conseguido levar um casamento até o fim de sua vida, por não ter dado certo em nenhum de seus relacionamentos, por ser uma mulher de 36 anos e ainda não ser bem resolvida… Perdão para finalmente poder seguir em frente.

Quando ela parece preparada para uma nova etapa de sua vida, vai para a Indonésia, tem um choque cultural e vê o que realmente importa. O AMOR. Lá ela conhece Felipe, um brasileiro muito bem interpretado por Javier Bardem, que tem um jeito latino caliente, sedutor com uma malandragem irresistível de brasileiro. Eles vivem um amor pleno, uma paixão quase adolescente que os amedronta. ” Sofrer por medo de sofrer” nunca entenderei isso nas pessoas…

Ele também tem problemas de relacionamentos. O tema abordado na história dele é como os homens estão se sentindo perdidos com o fato de as mulheres se tornarem tão independentes e autossuficientes, realmente parece que o homens e mulheres não sabem mais qual seu papel um na vida do outro e no mundo, isso torna as coisas um pouco confusas.

O filme é ótimo, junto com ela nos identificamos em várias cenas e diálogos, tão parecidos com histórias, momentos ou pensamentos de nossas vidas. É bom sair do padrão para entender e encarar quem realmente somos.

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