HOME  /   BLOG

Fobia de sofrimento

Você já se deu conta de como, ultimamente, as pessoas estão sensíveis? Quase não suportam nenhum tipo de desconforto e fazem de tudo para não entrar em contato com o sofrimento. Está surgindo uma nova modalidade de fobia, a fobia ao sofrimento.

Quando você pensa em um problema: ou pensa no passado, ele já aconteceu e não se pode mudar isso; ou se pensa no futuro, você tem medo que venha a acontecer. Mas e no presente? E agora? Qual o seu problema? A maioria dos seus problemas não existe (ainda), e como saber se eles irão de fato existir?

Quer ver?

Bloqueio emocional: você não se envolve, não ama por medo de se desiludir.

Pé na bunda antecipado: você termina um relacionamento quando percebe que pode levar um pé na bunda, o que nem sempre é real, às vezes é só uma interpretação equivocada.

Fome de quê?: come o tempo todo para suprir um vazio interior.

Antes mal acompanhado do que só: busca constantemente companhia, sem avaliar se são boas ou não, desde que não fique só.

Metódico: evita mudar a rotina para não lidar com o inesperado.

Recusador de feedback: se justifica quando recebe um feedback para não lidar com as críticas e assumir que não é perfeito.

Amor de rede social: posta centenas de fotos para ver se serão curtidas e se sentir amada e admirada.

Terror de rede social:  não posta nenhuma foto por medo de despertar a inveja alheia.

Sonhos pequenos: por se sentir incapaz, diminui o tamanho dos sonhos.

Gaveta lotada: acumula tralhas por que pensa que pode precisar um dia. Sendo assim, acredita que passará por privações futuras.

Vida controlada: não se arrisca muito… vai que morre.

Tenho certeza de que você se identificou com alguns (vários) itens da lista. Se você reparar bem, o maior medo das pessoas é o medo de perder o controle.

Na verdade, o que acontece é que as pessoas estão sofrendo cada vez mais para tentar evitar o sofrimento.

Estamos em uma época onde as pessoas estão muito deprimidas, ou muito ansiosas, ou com problemas conjugais, ou profissionais ou sexuais ou todos eles juntos. E isso acontece por que tentam evitar sofrer.

Atitudes que poderiam cessar o sofrimento são pouco valorizadas caso não tragam alívio imediato: terapia, meditação, relaxamento, desapego, liberdade, filantropia são palavras pouco exercitadas, pois trazem resultados só depois de muito esforço e tempo.

Para se libertar do sofrimento é preciso senti-lo, aceitar que ele afronte seu ego e bagunce suas certezas. Se aceitasse errar, você erraria menos, se aceitasse sofrer, sofreria menos. O sofrimento é uma oportunidade de autoconhecimento, de ver onde você ainda precisa aprender, para então reestruturar sua vida, redesenhar suas escolhas e amadurecer.

Receba GRATUITAMENTE a minha Newsletter para te inspirar a ter uma vida consciente!

Junte-se a várias pessoas para receber dicas exclusivas direto da Luiza