VERDADES DA VIDA

  • 17
    Apr

    Você já parou para pensar no que é realmente o consumo? E se precisamos mesmo daquilo que compramos? Nós compramos por dois motivos, porque precisamos realmente de algo, ou para mostrar para os outros que temos algo. Quando compramos pelo segundo motivo, estamos buscando na verdade, reconhecimento, aceitação, admiração, amor. Queremos uma boa posição no grupo ao qual pertencemos, e como para a nossa sociedade vale mais o que temos do que o que somos, nos tornamos marionetes de grandes empresas e pessoas muito espertas, porém mal intencionadas. A ideia básica é tirar seu dinheiro sem você perceber. É mais ou menos assim: você compra uma coisa que não quer, ou não precisa, com o dinheiro que você não tem, pra mostrar para pessoas que você não gosta uma aparência de ser uma pessoa que você não é. Isso realmente não faz o menor sentido. Mas tem uma explicação. As pessoas vivem de uma forma inconsciente, se baseiam em desejos, fantasias e não na verdade. Então surgiu a psicologia do consumo que estuda padrões de comportamento dos consumidores para usar essa característica humana para gerar lucro. Acredito que o consumo deliberado começou mais ou menos em 1955, depois da segunda guerra mundial o economista Victor Lebow publicou uma recomendação: a nossa economia precisa que o consumo se torne o elemento central do nosso estilo de vida. Precisamos converter o ato de comprar em rituais, o uso de um produto deve ser um ritual que usamos para a nossa satisfação pessoal e espiritual. Devemos satisfazer o nosso ego pelo consumo. Como medir o status social de alguém? Como medir o nível de aceitabilidade de uma pessoa pela sociedade? Como definir o prestígio de um sujeito? Pelo padrão de consumo. O significado de nossa vida deve ser entendido a partir dos padrões de consumo. Precisamos de uma maior pressão em cima das pessoas para se adequarem às novas regras de aceitação social, elas devem expressar sua individualidade a partir das coisas que possuem. Devem consumir, queimar, substituir e descartar em uma velocidade muito rápida. E isso funciona porque a maioria das pessoas não tem controle sobre o próprio ego. A obsolescência planejada ou programada faz com que algo não funcione mais tão bem com o passar do tempo para que seja descartado rapidamente e comprado um modelo mais novo, sem causar revolta nas pessoas para que elas continuem comprando sem reclamar. E a obsolescência perceptiva é sobre a aparência do objeto. Sentimos vergonha de ter algo velho, nos sentimos infelizes com o que temos, então jogamos fora coisas que funcionam bem porque não estão mais na moda. Vamos pensar como realmente funciona o consumo. Primeiro é feita a extração, que é a exploração de recursos naturais do planeta que não são repostos, são apenas usados como o petróleo, metais e até mesmo a água. Depois vem a etapa da produção, que é a transformação da matéria prima bruta em produto de consumo. A maioria dos produtos que consumimos são tóxicos, ou feitos de uma maneira tóxica que nos prejudica, ou pela poluição do ar, através das chaminés das fábricas, ou através do nosso contato direto com o produto final. Ninguém realmente quer consumir coisas tóxicas, mas fazemos isso porque não pensamos sobre isso. Depois vem a fase da distribuição que é vender os produtos o mais rápido possível. Mas você já percebeu que a maior parte de toda a produção vira lixo em menos de seis meses? Utilizamos menos de 10%, conseguimos ter uma ideia disso observando o tanto de lixo que produzimos em uma semana. E esse lixo ou é colocado em um aterro, ou é incinerado. Mas a nossa parte é apenas leva-lo até a rua para que o lixeiro leve embora e ele desapareça. As duas formas de acabar com o lixo poluem o ar, a água, alteram o clima. Não existe jogar fora o lixo do ponto de vista do planeta. A reciclagem, que seria uma forma positiva de resolver essa questão, não dará conta se o ritmo continuar assim. Resumindo, utilizamos todo o recurso do planeta, contaminamos o ar, a água, as pessoas que trabalham nas fábricas e as que consomem. Para produzir lixo e poluir cada vez mais o planeta. E tudo isso para que poucas pessoas ganhem muito dinheiro. E acontece isso por quê? Apenas porque ainda existem pessoas inconscientes e incoerentes que não pensam nesse processo. A necessidade das pessoas atualmente é ser feliz. Por isso há um grande comércio por trás dessa ideia. “Abra a felicidade”, “Vem ser feliz”, “Lugar de gente feliz”, entre outras. Por que é nessa época que as pessoas estão mais infelizes do que nunca. E a publicidade se aproveita disso. Nossa felicidade está declinando. Temos mais coisas, porém menos tempo para o que realmente nos faz felizes. Estamos trabalhando mais do que nunca, e no pouco tempo livre que temos, vemos televisão, onde ouvimos que estamos inadequados, e que precisamos comprar coisas. Ou então estamos bisbilhotamos a vida dos outros nas redes sociais e vendo o que eles possuem. E então fazemos compras para nos sentirmos melhor. O ciclo é trabalhar, ver, comprar. Para acabar com isso é só parar. Mas felicidade está relacionada a verdades. As pessoas não se sentem felizes, pois não estão vivendo a verdade. Acreditam em uma ilusão, pois temem o sofrimento. Acreditar em fantasias leva a viver uma ilusão e a não ver a realidade. Quando pensamos que o consumo pode chegar a extremos, de fazer com que uma pessoa que se veja completamente endividada seja capaz de tirar a própria vida, percebemos que realmente há algo de muito errado em viver dessa forma. ASSISTA AQUI AO FILME: AMOR POR CONTRATO

  • 09
    Mar

    O desejo de todos nós é ser amado, aceito e reconhecido,  e constantemente tentamos ser o que achamos que devemos ser. Ironicamente,a vulnerabilidade que tentamos desesperadamente esconder pode ser a chave para relacionamentos bem sucedidos.           Vulnerabilidade não significa ser fraco ou submisso. Pelo contrário, é preciso ter coragem para assumir ser você mesmo, ser autêntico e não o que acha que os outros desejam.            Temos medo de ser vulneráveis e autênticos, por que temos medo de que, se alguém descobrir quem realmente somos, nos rejeite. Embora possamos tentar parecer perfeitos, fortes e inteligentes, a fim de sermos aceitos e admirados pelas pessoas, isso, muitas vezes, tem o efeito contrário. Percebemos quando o outro não é autentico, sentimos que há algo errado.  Por outro lado, quando as pessoas são verdadeiras, não só o bem-estar aumenta, mas também seus relacionamentos melhoram. Expressar verbalmente nossos sentimentos podem ajudar-nos a superar as emoções mais rápido. Quando nos permitimos ser completamente abertos e vulneráveis, nós nos beneficiamos. Somos atraídos por pessoas reais e verdadeiras. Mas quem é assim?  Crianças! A maioria das pessoas ama crianças porque elas são autênticas, verdadeiras. Somos atraídos por pessoas que vivem sem máscaras, e agem como realmente são, pois sentimos um conforto intrínseco na presença de autenticidade, mais ainda quando alguém que é real e vulnerável nos dá espaço e permissão para sermos assim também.

  • 09
    Jul

    É fácil reclamar do mundo, da sociedade, de Deus. Mas você já parou para pensar de onde vem o caos? Onde estão as raízes da insanidade humana? O problema existe porque os indivíduos estão vivendo um caos internamente. O caos total não é nada além de um fenômeno combinado: todos nós contribuímos com a nossa parcela de caos. O mundo é um lugar perfeito. A abundância da natureza é perfeita. O planeta é o paraíso. O problema está na humanidade. As pessoas causam todo o sofrimento de que reclamam: o relacionamento de umas com as outras e delas com elas mesmas. Estamos todos conectados, tudo tem conexão. O início do problema está com você: você é o "problema do mundo". Portanto, não evite a realidade do seu mundo interior, essa é a primeira parte. Você é o problema, e a menos que você seja bem resolvido, qualquer coisa que você faça irá tornar as coisas mais complicadas. Primeiro coloque sua vida em ordem. Entenda o propósito de cada coisa que você faz e pare de viver inconscientemente como se nada tivesse consequências. Quando você percebe os problemas da humanidade e reclama, você está vendo apenas os sintomas. A pobreza não é a raiz, a raiz é a ambição. A pobreza é o resultado. Você continua lutando contra a pobreza e nada vai acontecer. A raiz é a ambição e a ambição tem de ser extirpada. Quando você é ambicioso? Você usa todas as roupas que têm no seu guarda roupas? Você têm coisas paradas e sem uso que outras pessoas poderiam estar usando? Você é o problema do mundo. A guerra não é o problema, o problema é a agressividade individual, a guerra é apenas a acumulação da agressividade individual. Você continua participando de passeatas de protesto, e a guerra não vai acabar por isso. Isso não faz nenhuma diferença. Você sabe lidar bem com a sua agressividade? A raiva que você sente de alguém é apenas um espelho que reflete algum assunto mal resolvido dentro de você. As pessoas não estão em paz consigo mesmas, por isso a guerra existe, do contrário, essas pessoas vão enlouquecer. A cada década, uma grande guerra é necessária para descarregar a humanidade de suas neuroses. O problema não é a guerra; o problema é a neurose individual. Aqueles que se tornaram iluminados buscaram as causas profundas das coisas: Cristo, Buda, Khrisna... Eles examinaram as raízes e tentaram nos dizer: Mude a raiz. É necessária uma transformação radical, as reformas comuns não vão funcionar. Mas você pode não entender, pode não ver a relação, não percebe como a meditação está relacionada com a guerra. Se pelo menos um por cento da humanidade se tornar meditativo, as guerras vão desaparecer. E não há outra maneira de pôr fim às guerras. É meditando que você encontra sua essência, entende seus sentimentos, sente paz.  A ambição será menor e, naturalmente, a pobreza será menor. A pobreza não está aí porque as coisas são escassas, a pobreza está aí porque as pessoas estão acumulando, porque as pessoas são ambiciosas, elas sentem um vazio interior e acham que com objetos acumulados esse sentimento irá desaparecer. O mundo é um reflexo do que você é. “O mundo não é nada além de um fenômeno projetado da alma individual”. OSHO Adaptado por Luiza Franco

  • 17
    Nov

    Na maior parte do tempo estamos tomando decisões. Ficamos entre o que satisfaz nossas preferências e o que satisfaz nossas necessidades. A percepção dessas duas, às vezes, se camuflam, se confundem e estão diretamente ligadas ao conceito de felicidade e alegria. Quando optamos por satisfazer apenas nossos desejos, que muita vezes são supérfluos temos a sensação que isso trará felicidade, um celular novo, roupas novas, carro novo. Podemos viver sem essas coisas que desejamos, mas temos a nítida sensação de que a ausência disso tornará os dias mais tristes. Estamos em busca do que pode trazer sensações prazerosas, mesmo que a um preço alto, seja financeiro ou sacrifícios emocionais. Não raro, encontramos quem trabalha de mais para juntar dinheiro e bens materiais. Isso faz com que sacrifiquem a vida só por desejarem possuir algo que na maioria das vezes não é essencial. Deixam a saúde de lado, a qualidade dos relacionamentos e assim a vida passa. As pessoas permanecem infelizes a fim de buscar pequenos momentos de alegria. Tudo que desejamos e que não é fundamental para a nossa vida, principalmente coisas ligadas ao consumo sem equilíbrio, são apenas momentos de alegria, não uma felicidade plena tão necessária para ter uma vida realizada. Momentos de alegria são ótimos, mas é preciso saber diferenciar alegria e felicidade. A felicidade é um conjunto formado pelas necessidades, físicas e mentais, e realizações bem atendidas. Por isso ter momentos de diversão é tão importante quanto tomar água ou se alimentar. E por mais simples que isso seja, há muitas pessoas deixando suas necessidades de lado em busca de coisas materiais. Não é necessário ter uma vida completamente regrada, apenas é preciso ter equilíbrio, saber quais são suas necessidades e prioridades, e a diferença entre elas. Para ajudar, pergunte-se sempre se algo é realmente necessário para sua satisfação ou se a alegria que isso trará, será passageira. Cada indivíduo tem necessidades específicas, o que impossibilita comparações entre o que é necessário para um e para outro. Por isso, é importante investir no autoconhecimento (um jeito de alcançar isso é através da terapia), que trará as respostas certas nos momentos em que tiver que fazer escolhas. Felicidade não é apenas um estado de espírito e não dura por muito tempo. Estamos em constante transformação, nossas necessidades também. E o bom da vida é saber viver os momentos ruins como aprendizagem para alcançar novamente bons momentos. Somente quando temos bem claro quais são nossas preferências e necessidades é que teremos condições de criar estratégias para concretizá-las de maneira simultânea e responsável.   Por Luiza Franco

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